A Suíça é um verdadeiro celeiro de artistas. Entre os mais conhecidos, podemos citar Alberto Giacometti e sua obra prima ‘O homem que caminha’, Jean Tinguely e sua celebre escultura ‘Meta-Matic n°14’, Hans Ruedi Giger, criador oscarisado da famosa creatura ‘Alien’ e Le Corbusier, grande arquiteto de avant garde, urbanista, decorador, pintor, escultor e designer, criador de obras que revolucionaram a arquitetura moderna. O encontro de diferentes tradições e culturas faz deste país no coração da Europa, um paraíso para os amadores da arte e da cultura em geral.

Vila Savoye – Le Corbusier

Em um território extremamente reduzido, encontra-se uma importante concentração de festivais, museus, galerias de arte, teatros, literatura e obras arquitetônicas. Não podemos falar de uma arte tipicamente suíça, mesmo se o tema ‘alpino’ é recorrente em muitas realizações. O que é realmente típico suíço é a concentração da oferta artística no país. Poucos países têm, como a Suíça, tantos museus proporcionalmente ao número de habitantes.

Paolo Nutini en concert au Montreux Jazz Festival
Montreux Jazz Festval

Que seja na música ou na dança, a Suíça destaca-se pela sua diversidade e pelas incalculáveis formas de expressão. Hip-hop, jazz, punk, rock em dialeto, musica popular, latino, punk…todos os gêneros fazem naturalmente parte da paisagem artística. Um exemplo é o que se vê no Montreux Jazz Festval programa semelhante ao ‘Brazilian Night’ com artistas de renome internacional dando a oportunidade a outros, pouco conhecidos na Europa, de divulgar seus talentos . A literatura e o teatro também ocupam um grande espaço na vida cultural. O multilinguismo proporciona um dinamismo regional e os livros e peças produzidas são geralmente exportados nos outros países de mesma língua.

O cinema e a fotografia estão em plena ascensão. Apesar da qualidade artística, a ficção não conhece uma grande popularidade porém, a realização de documentários, segundo as estatísticas de Swiss Flims, dobraram nos últimos 5 anos. Apesar do famoso festival do filme de Locarno, não existe uma industria cinematográfica na Suíça. O governo é quem financia os projetos com a ideia de contribuir ao conhecimento e a afirmação da identidade cultural nacional. Um dos grandes nomes do cinema suíço é Jean-Luc Godard que realizou em 1957, aos 25 anos, sua primeira obra Nice Time. Muitos eventos ‘open air’ são organizados entre a primavera e o outono europeu.

Alien

Quanto ao design suíço, ele baseia-se numa única concepção : Encontrar uma solução simples à um problema banal. Foi o caso de Le Corbusier, um dos mais renomados e influentes arquitetos mundiais, de seu verdadeiro nome Charles-Eduard Jeanneret. Seu conceito de casa ‘maquina de habitação’, engloba móveis funcionais e linhas puras, utilizando em certas obras, aberturas para o exterior, simulando quadros artísticos. Os móveis criados com estrutura de aço, são até hoje, símbolos fortes do design conteporâneo.

Art-Basel

Dotada de condições de fiscalidade favoráveis às grandes fortunas, a Confederação Helvética, serve de residencia a vários mecenas, artistas e colecionadores. Isso facilita a proliferação de todo tipo de arte e a influencia do país no mercado artístico mundial. Art’Basel, é considerada a maior feira de arte moderna e contemporânea do mundo. A alta qualidade de seleção e a grande variedade das obras fizeram a reputação que o New York Times qualificou de ‘olimpíadas da arte mundial’. Aviso aos artistas : venham tentar sua sorte por aqui!

Por Jenna Colledan

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