Parece-me inquestionável o fato do homem ser uma criação dotada de inteligência – única, por sinal. Contudo, o indivíduo revestido de tamanha sabedoria outorgada, numa perspectiva religiosa, como sendo advindo de Deus é reinventada ao seu modelo de ignorância, bem como um altruísmo doente.

Altruísmo é o substantivo masculino com origem na palavra em francês “altruisme” que indica uma atitude de amor ao próximo ou ausência de egoísmo. Entretanto, todo altruísmo doente esconde sua face de sacrifício desnecessário e violento. Ao acaso podeis, por exemplo, utilizar sua inteligência revigorada para salvar pessoas, enquanto que a pessoa que está ao seu lado acaba-se na sua breve vida por não cuidados teus? Como saldar, com mãos, estranhos na medida que, pela falta delas, esconde-se até mesmo sua sombra dos que estão “dentro de casa”?

Todo ser altruísta, na sua forma exagerada, corresponde ao mais terrível dos escritores de ficção. Afinal, para satisfazer seu “bem”, ele se utiliza de sua própria inteligência e capacidade de criação para satisfazer suas demandas- que não são poucas. A filósofa objetivista, Ayn Rand, já falava sobre a verdadeira face dos mentirosos que, aqui coloco: “As pessoas acham que o mentiroso triunfa sobre suas vítimas. O que aprendi é que uma mentira é um ato de autoabdicação, porque quem mente entrega sua realidade à pessoa para quem a mentira se dirige, tornando-se servo daquele indivíduo, ficando condenado dali em diante a falsear a realidade tal qual ela exige. E, ainda que se consiga atingir o objetivo imediato visado pela mentira, o preço que se paga é a destruição daquilo que se pretendia obter. O homem que mente para o mundo é escravo do mundo dali em diante.”

O homem, por sua inteligência, sempre será virtuoso quando, por motivos concretos, esboçar praticas para ajudar o mudo exterior. Contudo, tal como o mundo “exterior”, o homem deverá sempre auxiliar quem está no seu “mundo interior”. Todo aquele que esconde sua face para um desenhista, na busca de abrigar no seu corpo algo que faça sua própria perdição, sempre será um altruísta em declínio.

Todo altruísta em declínio é um mentiroso, pois, conquista seus agrados num roteiro de ficção que, por sua paixão exacerbada, “congratula” os seus próximos e desconhecidos com algo inventando. Então, ele sempre precisará renovar tal peça de teatro. Não com novos personagens, não com novos clímax, mas com uma suntuosa reformulação em sua própria sinopse de forma que ninguém perceba, quando, na verdade, é muito perceptível. Afinal, toda mentira é deficiente (possui a perna curta).

Somos Deuses, pois em meio ao mundo temos uma inteligência ambicionada – Se os ET´s realmente existirem, observamos sempre as notícias de suas vindas ao nosso planeta com o objetivo de nos estudar. Estariam com inveja de nosso mundo? – Mas também somos demônios, em lutar contra nossas verdadeiras causas e importar-nos com os outros deuses (homens) e, tomamos este roteiro como nosso e, não preciso nem dizer que acabará em desastre. Por um acaso a vida dos outros valerá sempre mais que a sua? Caso não valha, por qual motivo se preocupa em ajudar tantos os outros se você precisa de ajuda? Por qual motivo alimentar vários gatos e cachorros de rua com fome, se em sua casa a única coisa que você não faz com seu animal de estimação é lhe alimentar de carinho?

Acerca desta vida, não peço outra coisa que não seja bons olhos… Bons olhos para observar que, no fundo, é uma ótima opção ser cego para tudo o que não me move.

Até mais!

Lucas Nelson

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