Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (26) a análise de uma denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Quando a análise da denúncia for retomada, deverão apresentar os votos os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Não há data marcada.

Presidente do PP, Ciro Nogueira foi acusado pela PGR de pedir R$ 2 milhões em 2014 ao então dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa.

Em troca, segundo o Ministério Público, o senador prometeu favorecer a empresa em contratos de obras pagas pelo Ministério das Cidades (controlado pelo PP à época) no estado do Piauí.

Na denúncia, apresentada em 2016 com base na delação de Ricardo Pessoa, a PGR afirmou que Ciro Nogueira teria recebido ao menos R$ 1,8 milhão, parte em dinheiro vivo e parte por meio de um contrato fictício com um escritório de advocacia em Brasília.

Ao apresentar o voto, o relator, Edson Fachin, ressaltou registros de viagens de entregadores de dinheiro do doleiro Alberto Youssef na casa do senador.

“A tese acusatória aponta que os valores teriam sido recebidos por Fernando Mesquita de Carvalho Filho, ex-assessor parlamentar do Senador Ciro Nogueira Lima Filho, para posterior repasse a esse último, enquanto real destinatário deles. Essa versão também conta com elementos probatórios para além das palavras do colaborador apontado como o responsável pela entrega, Rafael Ângulo Lopez”, afirmou o minsitro.

Fachin, contudo, votou por arquivar a denúncia contra os advogados Fernando de Oliveira Hughes Filho e Sidney Sá das Neves, por não ver ligação de pagamentos que receberam com o parlamentar.

Fonte: G1

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