Governo atrasa mais uma vez pagamento e famílias ameaçam fechar BR em...

Governo atrasa mais uma vez pagamento e famílias ameaçam fechar BR em protesto

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O Governo do Estado atrasou mais uma vez o pagamento da indenização das famílias vítimas do rompimento da Barragem de Algodões, em Cocal da Estação (280 quilômetros ao norte de Teresina). Desesperadas e sem ter a quem recorrer, as famílias ameaçam fechar a BR-343, que liga Teresina ao litoral do Estado, e vir a Teresina para fazer protesto em frente ao Palácio de Karnak.

O deputado Marden Menezes (PSDB) foi um dos organizadores da criação da Associação da Vitimas e Amigos da Barragem de Algodões (Avaba). O parlamentar tucano vitmas do rompimento da barragem. Segundo ele, havia uma pensão alimentícia e foi retirada por causa do repasse das indenizações mensais para as contas das famílias.

Para Marden Menezes, essa questão mostra a critica situação do Estado sem ter recursos e seriedade para cumprir um acordo firmado com as vitimas da barragem de Algodões e a Justiça. Ele aguarda a decisão das famílias e dará total apoio as vitimas. E espera que o governo estadual corrija esse erro, que vem acontecendo todos os meses.

O pagamento é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Assistência e Social e Cidadania (SASC). O rompimento da Barragem de Algodões ocorreu em maio de 2009, matando dez pessoas e destruindo casas, plantações e animais em Cocal e em Buriti dos Lopes. O pagamento da indenização foi acertado entre o Governo do Estado e a Associação das Vítimas e Amigos da Barragem de Algodões, com a intermediação do Tribunal de Justiça.

O valor da indenização foi fixado em R$ 60 milhões, dividido em 30 parcelas de R$ 2 milhões, a serem pagas no dia 25 de cada mês. Segundo o presidente da Avaba, professor José Corsino Medeiros, até ontem a parcela de março não tinha sido paga. “As famílias estão desesperadas, sem saber o que fazer, porque dependem quase que exclusivamente desse dinheiro e fazem seus compromissados confiados no governo”, diz ele.

Corsino lembra que o atraso gera desobediência e pode resultar em processo de crime de improbidade administrativa e bloqueio das contas do Estado, além de multa de R$ 5 mil por dia ao gestor da SASC e ao governador.

 

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