Nesta segunda-feira (30), foi apresentado o plano de ação para realização do I Mutirão de Cirurgias Eletivas, que ocorrerá nos meses de novembro e dezembro deste ano. A ação vai contemplar dez unidades hospitalares, e a meta, nesta primeira etapa, é atender uma média de dois mil pacientes.

O presidente da APPM, Gil Carlos, parabenizou a iniciativa e ressaltou que essa ação é um passo importante para a descentralização da saúde. “O Mutirão de Cirurgias, é um avanço que vem a se somar às demais ações já realizadas. É importante ressaltar, que os municípios brasileiros, e portanto, do Piauí, são os que mais disponibilizam recursos para esta área. Por outro lado, dos três entes é o que menos recebe da partilha do bolo da União. Precisamos repensar esse modelo, já que é exatamente os municípios que prestam os serviços nos seus territórios e mais se estendem financeiramente. E essa descentralização que vem acontecendo, é um grande avanço que se tem dado, não somente para aproximar esse serviço do cidadão, mas para democratizá-lo e humaniza-lo”, disse o presidente.

O governador Wellington Dias destaca que a proposta é dar solução para a fila de espera por cirurgias na rede estadual de saúde. “Este é um importante trabalho realizado através da Secretaria de Saúde do estado, que irá beneficiar neste primeiro momento duas mil pessoas, mas já estamos trabalhando em uma segunda etapa do Mutirão, prevista para acontecer em janeiro, chegando ao total de 4 mil. Neste caso, haverá a necessidade de se colocar no sistema, toda demanda existente, isso vai nos permitir a condição de caminhar a um plano que venha a zerar essa lista de espera, gerando condições de planejar as etapas seguintes. Outro ponto que não pode passar desapercebido, é a parceria com o Ministério da Saúde, bem como a presença forte da bancada federal e o trabalho dos parlamentares que colocaram emendas para essa área, ajudando dessa forma a melhorar as questões da saúde no estado”, afirma o governador.

O secretário de saúde do estado, Florentino Neto, destacou que serão atendidas cirurgias gerais, ginecológicas, ortopédicas e oftalmológicas, podendo ser desde procedimentos ambulatoriais, até aqueles que necessitam de internação hospitalar. Ele ressaltou que o mutirão atende uma demanda identificada nos hospitais. “O nosso trabalho vem dando continuidade a um conjunto de ações, que tem por objetivo descentralizar os serviços de saúde para que cada vez mais nós possamos ter nos hospitais regionais, que estão perto das casas dos nossos piauienses, a solução para seus problemas”, destacou.

No total, serão gastos R$ 3,8 milhões nesta primeira etapa. Os pacientes serão chamados de acordo com o procedimento e serão contemplados aqueles residentes na sede do hospital, como também nos municípios do entorno, já que o Mutirão deve atender os pacientes residentes nos 224 municípios.

Os hospitais que participarão do Mutirão são:  

Hospital Estadual Dirceu Arcoverde – HEDA (Parnaíba)

Hospital Estadual de Buriti dos Lopes – HEBL. (inauguração do Hospital será em novembro)

Hospital Estadual Gerson Castelo Branco – HEGCB (Luzilândia)

Hospital Estadual Júlio Hartman (Esperantina)

Hospital Regional de Campo Maior – HECM

Hospital da Polícia Militar – HPM (Teresina)

Hospital Estadual Deolindo Couto – HEDC (Oeiras)

Hospital Estadual Teresinha Nunes Barros – HETNB (São João do Piauí)

Hospital Estadual Manoel de Sousa Santos – HEMSS (Bom Jesus)

Hospital Estadual Dr. João Pacheco Cavalcante – HEDJPC (Corrente)

Fonte; APPM

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