A Justiça Federal deu 5 (cinco) dias para o Governo do Estado, a Caixa Econômica Federal e o Ministério Público Federal se manifestarem sobre a aplicação do empréstimo de R$ 307 milhões concedido pela Caixa Econômica Federal. Essa decisão foi em resposta a uma ação ajuizada por Valter Alencar, que foi baseada no relatório do Tribunal de Contas do Estado que constatou várias irregularidades na aplicação dos recursos.

A juíza Marina Rocha Cavalcanti Barros Mendes, da 5ª Vara Federal Cível da seção Judiciária do Piauí, determinou que os agente do governo e da Caixa Econômica Federal não realizem novas transferências financeiras até que sejam prestados os devidos esclarecimentos ou em função de uma autorização judicial.

Dessa forma, o eventual segundo repasse superior a R$ 300 milhões, que seriam transferidos para o Tesouro Estadual não poderá ser feito até que o Governo dê explicações sobre como foram aplicados os recursos públicos do primeiro repasse.

O deputado Gustavo Neiva (PSB) considera que essa decisão da Justiça Federal é uma confirmação das denúncias realizadas pela oposição na Assembleia Legislativa do Piauí. Além de Gustavo Neiva, os deputados Robert Rios (PDT) e Rubem Martins (PSB) têm feito diversas denúncias sobre irregularidades realizadas pelo governo estadual com os recursos liberados do empréstimo firmado com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 600 milhões.

A primeira parcela, no valor de R$ 307 milhões, segundo os deputados da oposição, foi recebida pelo Governo Wellington Dias e não foi prestada conta corretamente.

Após a manifestação do Governo do Estado, da Caixa Econômica e do Ministério Público Federal, a juíza decidirá sobre o pedido de devolução aos cofres públicos do primeiro repasse, caso não tenha havido a correta aplicação do dinheiro público referente ao empréstimo já realizado.

O empréstimo seria para a realização de obras de infraestrutura e saneamento. Contudo, as obras não foram realizadas e para acobertar o descumprimento do contrato, a Secretaria de Fazenda anulou empenhos já pagos e emitiu outros indevidamente, como aponta o relatório do TCE.

Também tramita no Ministério Público Federal, representação proposta por Valter Alencar a fim de que sejam adotadas as providências cabíveis sobre o caso.

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