A primeira referência ao castelo de Chillon nas escrituras históricas, é de 1150. Porém, vestígios da ocupação do local datam desde à época do bronze. Sob o controle da familia de Savoia à partir do século XIII, o castelo de Chillon á um dos pontos turistícos mais visitados da Suíça. A fortaleza servia de arsenal, de prisão e eventualmente de residencia de verão aos condes de Savoia. Situado às margens do lago Leman, à Veytaux na Suiça, ele mede 110 metros de comprimento e chega até 25 metros de altura. Atualmente, ele pertence ao governo do cantão de Vaud e é classificado como monumento histórico.

O lugar escolhido para a construção do castelo foi bastante estratégico, fechando a passagem das margens do lago Leman e permitindo  chegar rapidamente na Itália com possibilidade de acesso ao norte da Alemanha e da França. Durante vários séculos, a rota em direção à Itália era controlada militarmente e um pedagio era exigido.

A estrutura do castelo de Chillon tem 25 edifícios e vários subterrâneos onde foram estocados durante muitos anos materiais e vinhos. Para melhorar a estética interior, os cômodos e os salões foram decorados com pinturas por volta dos anos 1300.

Após a ocupação pela família de Savoia, o castelo foi dispudado pelos habitantes do cantão de Berna, pois,conquistado pelos habitantes do cantão do Vaud , perdeu desde 1802, sua utilidade como fortaleza. No fim do século XIX, um projeto de restauração exemplar começa a desenvolver-se com muito rigor, utilizando os métodos de recriação de monumentos com princípios arqueológicos e históricos.

Desde o fim do século XVIII, o castelo é citado por vários escritores romanticos. Jean-Jacques Rousseau, Vitor Hugo, Alexandre Dumas , Lord Byron, entre outros, inspiram-se no castelo de Chillon para enriquecer suas criações. O pintor français Gustavo Courbet (1819-1877), representou várias vezes o castelo em suas obras durante seu exílio na Suíça. Pouco à pouco, Chillon tornou-se conhecido mundialmente . Em 1939, o castelo já recebia 100.000 visitantes. A proximidade da cidade de Montreux, muito frequentada pelos turistas, é um dos fatores deste grande sucesso. Hoje, mais de 300.000 entradas são registradas anualmente. As inúmeras restaurações permitem ao castelo  manter-se em excelente estado e  testemunhar de forma sublime o período feudal.

Entre abril e outubro, na sala ‘Châtelain’, são propostas degustações do vinho do castelo, o ‘Clos de Chillon’ e o público pode também descobrir os costumes da região. O lugar promove a cultura com exposições, concertos, mercados medievais, etc.

Chillon é sem dúvida um dos castelos mais fascinantes da Europa. Uma arquitetura de tirar o fôlego e um sítio excepcional entre o lago e montanha.

Por Jenna Colledan

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