Delegado Regional de Picos, Jônatas Brasil –
Foto: Paula Monize

O delegado regional de Picos, Jônatas Brasil, declarou que  já havia recebido informações de assédio sexual do suspeito, mas que não tinha provas. “Sempre recebíamos informes de que haveria por parte do investigado o assédio a menores de idade com fins de manter com eles atos libidinosos, mas não tínhamos nenhuma prova”, relata o delegado.

Jônatas Brasil afirma que foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na residência do promotor de eventos e na sede onde funcionava a agência. Logo foi descoberto que o local era uma empresa de terceiros, que  prestavam serviços ao suspeito, porém não estão envolvidos com os crimes. O Promotor de eventos foi conduzido à Central de Flagrantes para prestar depoimento e confessou o assédio ao menor.

“Ele confessou esses dois fatos, que adquiriu fotos e assediou o menor para manter com ele relações sexuais. Porém, o ato sexual, o contato físico não houve, porque ai já estaríamos investigando outro crime. Não houve relação sexual com esse menor”, ressalta o delegado.

De cordo com o delegado , a operação é resultado de uma denúncia formal feita pelos pais do menor, onde eles relataram que o investigado teria assediado seu filho, que registrou Boletim de Ocorrência no dia 30 de maio.

Sobre o crime de Exploração Sexual de menores, o delegado afirma que buscará ramificações nas investigação, para descobrir outros envolvidos na história. “Vamos investigar todo o contexto, temos que identificar estas meninas que eram exploradas, temos que identificar os autores dos crimes, identificar quem eram as pessoas que o financiavam”, diz Jõnatas Brasil.

O delegado suspeita que outros menores tenham sido vitimas deste promotor de eventos e pede para que se dirijam à delegacia regional para formalizarem as denúncias.

Por Wesley Monteiro

 

 

 

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