O povo alemão votará no dia 24 de setembro afim de eleger um novo chaceler. A favorita, a atual  chanceler Angela Merkel, dada hoje como a mais poderosa mulher do planeta, estará de novo disputando esse cargo. Considerada como um personagem de moderação e decisão em toda a Europa, ela está no poder há 12 anos e opõe-se a todas as tentativas demagógicas no velho continente. Angela Merkel, antiga cientista da Alemanha do leste, faz parte da geração que conseguiu levantar o país depois da queda do muro de Berlim, do nazismo nos anos 30-40 e do comunismo até 1989. Ela é a primeira mulher chanceler da Alemanha e o primeiro político da Alemanha do leste a ser dirigente do país. Desde que ela chegou no poder, a senhora Merkel do partido da união democrat-cristã (CDU) simboliza o compromisso entre o passado e o futuro. A Alemanha cresceu. Portanto, v[arios desafios ainda apresentam-se ao País.

Em primeiro lugar, o desafio histórico. A queda do muro de Berlim em 1989 mudou o rumo da história. Adeus guerra fria. A Alemanha do leste e do oeste reunificaram –se com Helmut Kohl no poder, um europeísta que uniformizou a moeda e aumentou os impostos no oeste para financiar o desenvolvimento do leste, onde um terço da população estava desempregada. A mudança aconteceu com muita dor. A Alemanha teve que entrar numa reforma severa. Em seguinte, com o governo do canceler Gehard Schröder, as medidas drásticas como a diminuição dos subsídios do desemprego, da previdência social e da aposentadoria continuaram a imensa transformação da Alemanha. O país passou a ser a primeira potência européia e pretende continuar a ser a locomotiva que impulsiona todo o continente.

O desafio energético é um outro combate. O país possui ainda minas de cavão e é um dos mais poluentes do mundo. Ele ambiciona investir nas energias renováveis e conseguir em pouco tempo produzir 35% de sua energia por esses meios.

O desafio da imigração. Em 2015, a Alemanha recebeu 890.000 refugiados. 280.000 novos refugiados foram acolhidos neste país em 2016. A diminuição das entradas é sinal que as medidas tomadas pela Alemanha e pela União européia funcionaram. O fluxo migratório pode ser regulamentado e controlado. Porém, o objetivo é de absorver e integrar estes refugiados na economia de um país com uma população cada vez mais idosa.

Contudo, alguns entraves aparecem no que podemos quase qualificar de conto de fadas. A industria alemã de automóveis e o software que distorcia os resultados dos testes de emissão de poluentes, é um deles. O escândalo do diesel, como diz-se na Europa, fragilizou o poder da Alemanha e colocou Angela Merkel em maus lençóis. Seus adversários não perderam a oportunidade de criticá-la. Uma Europa em crise e um mundo instável, contribui para uma resposta aos seus opositores pois, Angela Merkel representa a estabilidade e o crescimento. O partido ‘Alternativa para a Alemanha’ (AfD), criado em 2013 e de extrema-direita, com o slogan dizendo ‘Merkel muss weg’ (Merkel deve partir), realizou nas ultimas eleições um crescimento eleitoral consideravel. Porém, seu principal adversário é Martin Schulz (pardido social democrata – SPD). Durante as férias de Angela Merkel, ele continuou a viajar pelo país com seu ‘Schulz live tour’ afim de recuperar o atraso nas sondagens. Ele acusa sua adversária de arrogância, de querer o aumento dos aluguéis, de não ter a mínima ideia de como assegurar o futuro dos aposentados e de preferir aplicar 2% do PIB na defesa, ao invés de investir no futuro do país.

O fato é que o senho Schulz não inspira a confiança dos alemães e que é tarde demais para redirecionar sua campanha. Isso, apesar que muitos alemães estarem decepcionados pois, Angela Merkel não propõe nada de novo no seu programa político e não deseja mudar nada no próximo mandato.

O país, herdeiro de uma história importante, começou a ver sua população orgulhar-se da sua bandeira nos eventos esportivos. Fato quase desconhecido por eles há algumas décadas. A Alemanha é um dos pilares da Europa, certamente o mais forte. A balança comercial tem um excedente de 250 bilhões de euros e a taxa de desemprego foi dividida por 2 desde que a senhora Merkel chegou ao poder. O gigante europeu que mudou a história, é hoje mais estável do que nunca e “com isso, ela continua humilhando de 7 x 1 !

 

Por Jenna Colledan

Responder