Durou mais de uma hora o depoimento do ajudante de pedreiro Leonardo Irving Daniel da Silva, 23, à Polícia Civil. Na oitiva ao delegado de Inhuma, Daniel Araújo, ele confessou que matou a própria filha de 2 anos de idade, com sete facadas.

Leonardo afirmou que estava arrependido  e disse que o assassinato da criança, identificada como Nicolly Gabriele Daniel da Silva, “não era para ter acontecido”. Segundo o delegado, ele passou todo depoimento chorando, dizendo que “ia se encontrar com a filha” em breve.

“No depoimento ele não demonstrou frieza e chorou por mais de uma hora. Disse também que quando sente uma raiva muito grande não consegue se controlar”.Leonardo contou que faz tratamento psiquiátrico desde a adolescência, mas que não segue as recomendações clínicas “à risca”. O ajudante de pedreiro também negou ser dependente químico e afirmou que só usou droga “uma vez na vida”.

 

Leonardo confessou, ainda, que desde setembro do ano passado tinha planos de matar sua esposa após descobrir uma suposta traição. “Ele disse que pensava em matar ela e se suicidar em seguida, mas como eles terminavam e reatavam o relacionamento, ele acabava desistindo”, detalha o delegado Daniel.

Atualmente o casal estava separado e dividia a guarda da filha. Ontem a mãe da criança foi buscá-la na casa dos pais de Leonardo e, segundo o suspeito, houve uma discussão porque sua ex-esposa não quis acompanhá-lo em uma consulta psiquiátrica.

“Ele disse que quando ela chegou disse que não iria ao psiquiatra com ele. Daí começou a discutir com ela, pegou um punhal e disse que ela tinha que ir com ele de qualquer jeito. O pai estava com a criança do colo e disse para a ex- mulher  escolher se morria ela e ele ou ele e a criança”, acrescenta o delegado.

Nesse momento a mãe da criança saiu correndo pela vizinhança pedindo ajuda e a polícia foi acionada. “Leonardo disse que quando viu a viatura da polícia deu sete facadas na filha. Eu perguntei a ele se a sua ex-mulher também tivesse na casa se ele a mataria e ele respondeu que sim”, conta o delegado.

Leonardo será indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, por impossibilitar a  defesa da vítima. Ele está detido na Delegacia Regional de Valença mas até amanhã deve ser encaminhado ao sistema prisional. Os agentes reforçaram a segurança do preso para que ele não cometa suicídio. O delegado responsável pelo inquérito irá pedir um exame para avaliar a saúde mental do suspeito.

fonte ; Cidade Verde

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