A convenção eleitoral que homologou as candidaturas do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), realizada no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Piauí na noite deste sábado (04), reuniu ativistas de diversos movimentos sociais, indígenas, quilombolas e familiares dos candidatos. A professora Luciane Santos, homologada como candidata a governadora do Piauí, discursou agradecendo o apoio recebido, e desferiu críticas às demais chapas concorrentes.

“O povo pobre e trabalhador está sentindo na pele os efeitos da crise causada pelos capitalistas. O desemprego, a fome, o sucateamento da saúde, educação e a falta de moradia afetam a maioria dos piauienses. As oligarquias mandam no Piauí desde que o Estado era província. Estas elites hoje estão divididas, mas o projeto de governo é um só: continuar governando para os ricos. Os oligarcas estão nos palanques de Wellington (PT), Luciano (PSDB), Elmano (Pode), e Dr. Pessoa (SD). Todos eles representam os grandes grupos empresariais. Infelizmente, nesta eleição, até o PSOL também tem ligações com o empresariado, tendo como candidato a senador um industrial e dono de grande clínica privada de saúde”, afirmou Luciane.

“Os escândalos recentes da política mostram no que dá a relação promíscua entre partidos e grandes grupos empresariais: corrupção, privatização e reformas que atacam os direitos dos trabalhadores. Nossa chapa não tem patrões e nem receberá dinheiro de empresas ou empresários. Nosso princípio de independência de classe é o que garante total autonomia para defendermos mudanças radicais na sociedade, como a defendida nacionalmente por nossa candidata a presidente, Vera Lúcia, através do manifesto ‘Um chamado à rebelião”, completou.

“Precisamos de uma rebelião, de uma revolução social para mudar de fato os problemas enfrentados pelo Lpovo pobre e trabalhador”, defendeu.

A candidata do PSTU afirmou que o financiamento da campanha do partido será 100% de doações de trabalhadores. Ao final da convenção, os candidatos do partido assinaram protocolo em que afirmam que, se eleitos, não receberão supersalários ou qualquer outra regalia ou mordomia garantida hoje aos políticos como auxílio-moradia, auxílio-transporte, auxílio-paletó, e demais verbas indenizatórias. “Os parlamentares piauienses, prefeitos e governador vivem como marajás. Somos contra todo tipo de privilégio. Nossos candidatos assinam termo de compromisso concordando que o salário, caso sejam eleitos, será limitado ao que ganha hoje um operário qualificado”, informou Luciane Santos.

A convenção, que também homologou as candidaturas de Tibério César (vice-governador), Gervásio Santos (senador), Thiago Barroso (deputado estadual) e Douglas Bezerra (deputado federal), foi marcada por manifestações espontâneas de apoio de indígenas, quilombolas e rappers (hip hop).

 

Fonte: Ascom/PSTU

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