A copa uniu os brasileiros mais uma vez- para muitos, uma pena ter acabado sem a seleção brasileira ser detentora do hexa. – Contudo, futebol e política confundem-se mais uma vez neste episódio do esporte mais popular do mundo. O motivo da vez? A presidente da Croácia, Kolinda Grabar- Kitarovic, de 50 anos, que chamou atenção por retirar de seu bolso, o dinheiro para arcar com sua estadia na Rússia vendo a seleção do país jogar. Sim, uma mulher num posto importante, politicamente falando, que ao contrário dos queridos representantes do Brasil, possui senso crítico. Os brasileiros? Amaram uma atitude dessas, afinal, é uma atitude alienígena de tão irreal que é.

A copa uniu indivíduos que, agora, tomam suas bandeiras em prol de causas distintas. É chegada a hora de afirmar suas posições ideológicas. Assim, deixam o exemplo da presidente croata de lado para debaterem o que ganharão nestas eleições. Para muitos brasileiros, honestidade é uma palavra tão santa que só pode ser admirada, mas jamais praticada. Assim se observa um tremendo detalhe que, apesar de importante, passa por despercebido: Somos o que somos pelo que vemos, ou pelo que queremos ser de verdade? Me entenda bem, sua honestidade e humildade, é praticada? Não? E por qual motivo não se pratica, quando observamos exemplos como esta presidente? Bons exemplos não deveriam ser praticados e os péssimos, descartados? Pior que isso, é então pegar um exemplo como o desta presidente e convencer-se que o seu candidato favorito também faz sempre ao negar um privilégio de muitos que possuem. Estou enganado?

A copa une vários países, quando politicamente adentrando, lhe é peculiar afirmar que o seu país é melhor que os outros. A Croácia, por exemplo, tem menos habitantes que a cidade de São Paulo. Ora, ter poucos habitantes facilita algo até para escolher seus representantes? Acha que os muitos que votam, na realidade, não sabem votar? Vamos montar um quebra cabeça da reflexão: Se você considera alguém que não sabe votar, mediante um candidato que você não gosta, mas que num passado votou e se arrepende, o pior erro não seria agora o de votar, mas o de perpetuar o erro não bastando ter votado, mas fazer uma forte propaganda em prol dele, ainda que de forma negativa? Considere, voltando para a copa, lamentável torcer para outro time quando o seu sai da copa, e você torcerá por outro time para que ele ganhe do outro que tirou o seu do campeonato, é possível esquecer o mérito de alguém, por simplesmente ele ser melhor que você?

Assim acontece numa eleição, no fim das contas – exorbitantes, por sinal – Você escolhe um candidato como forma de ataque ao outro. Como diz Ésquilo, dramaturgo da Grécia Antiga: “É da natureza dos mortais, pisar em quem mais já se encontra caído”. Qualquer coisa, se não estiver no chão, sempre se dá uma forcinha para forçar sua queda.

Por Lucas Nelson

 

 

 

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