Os dois candidatos ao Senado na chapa do deputado Luciano Nunes, Robert Rios (DEM) e Wilson Martins (PSB) criticaram de forma atuação dos atuais senadores do Piauí. Segundo eles, é chegada a hora de retomar o respeito no Senado.

“Hoje a oposição tem muitas legiões e somos fortes. O povo tem tanto ódio e ira desse governo que não sei se o Wellington vai para o segundo turno. Para o Senado vai ser uma eleição de sentimento e estrutura. O governador tem dois senadores que representam estrutura, dinheiro, corrupção, Lava Jato, construtora Jurema e temos eu e Wilson Martins que representa o sentimento do povo. Queremos resgatar o povo do Piauí desse mar de lama”, disse Robert Rios.

Perguntado sobre o que se pode esperar de um Robert Rios senador, ele ressaltou que o respeito e o fim das chacotas à qual os atuais senadores do Piauí são vítimas.

“Primeiro lealdade, segundo sinceridade. Vou devolver o respeito ao povo do Piauí no Senado. Estamos sendo debochados no Senado. Somos apenas o senador da Lava Jato, a tiazinha do café e o véin dançador, vamos colocar o Piauí na mesa para termos respeito. Vamos resgatar os valores de cada homem e cada mulher”, destacou.

Sobre a operação da Polícia Federal na secretaria Estadual de Educação, o deputado Robert Rios disse que novas informações serão divulgadas nos próximos dias pela PF.

“Já era esperada, venho a mais de ano denunciando. É gravíssimo, muita coisa vai acontecer. O que aconteceu na Educação, aconteceu na Saúde, nas obras do Estado, e muito calçamento superfaturado. 22 presos somente na primeira operação. Começou aqui uma Lava Jato. A polícia já colheu provas graves contra o Governo, é só esperar o momento certo”, finalizou.

“O governador vai ter um senador que tem história de vida, que lutou e trabalhou para ser médico. Tem nossa história, nosso passado de muita luta, que venceu na vida com muito estudo, honrado o que aprendi com meus pais no Sertão do Piauí, que tem que honrar a palavra. Um compromisso assumido tem que ser cumprido. Somos ficha limpa, e podemos ter a honra de transmitir para o povo do Piauí um mandato honrado. Temos capacidade de articular, de argumentar, junto com outros senadores da República. Vamos arregimentar as forças e fazer com que o Piauí receba os recursos necessários para fazer as mudanças que precisam. Precisamos fazer com que o Piauí deixe de ser a mesmice, que a todo o instante a Polícia Federal ocupa os prédios públicos fazendo busca, apreensão e colocando em investigação. Precisamos deixar de viver esse momento de incredibilidade. O político que perde a credibilidade perde o apelo popular. Com experiência e inteligência vamos construir um Piauí melhor. Vamos valorizar o servidor público, dar oportunidade aos jovens, melhor a política do carro-pipa”, disse Wilson Martins.O ex-governador Wilson Martins aposta na mítica de que é um candidato ficha limpa. Reiteradas vezes ele destacou essa frase em suas entrevistas. Segundo ele, o Piauí precisa de um senador com poder de diálogo e de voto. Ele disse ainda que irá apostar também em sua história de vida para conseguir levar sua mensagem aos piauienses.

Sobre a diferença de estrutura nas campanhas, Wilson Martins disse que não teme o poderio financeiro de Ciro Nogueira e Marcelo Castro. Ele informou eu o que vai valer é o sentimento de mudança e renovação por parte do povo.

“Não tenho dúvidas que conseguiremos. O que tá em jogo é nossa vida, a história do Piauí, a mudança que precisamos fazer. Não podemos passar a vergonha que estamos passando, de ter a Secretaria de Educação sofrendo intervenção da Polícia Federal. Precisamos de uma força renovadora, ficha limpa, decente, e esse nome é Luciano Nunes. Coloco meu nome como senador para que possamos fazer valer voz e voto de um senador. Precisamos ter capacidade de argumentar, de dialogar, para que um senador do Piauí tenha o mesmo peso do senador de São Paulo. Precisamos de respeito, é um descaso a segurança, o desrespeito com os militares, os agentes penitenciários, com todos os servidores que suam a camisa. Quero ser um senador para fazer valer a voz e o voto de senador da República”, finalizou.

Por Marcelo Rocha

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