Desde muito cedo, somos colocados sob o olhar técnico de um professor. Nestes tempos modernos e, com toda tecnologia disponível aliada ao interesse, surge um novo tipo de aprendizado; o aprender por si só. Sim, estamos falando de pessoas autodidatas.

Durante toda a história da humanidade, muitos físicos, filósofos e escritores, principalmente, desenvolveram seu próprio método de estudo, sua individual forma de aprender coisas que, para muitos, faz-se necessário uma educação formal na ajuda de um mestre. Porém, o autodidatismo não é uma coisa de gênio, muito menos de outro mundo que não possa ser colocado em prática por pessoas consideradas normais.

E o que seria mesmo uma pessoa autodidata?

Pessoas autodidatas são indivíduos que aprendem, por seu próprio esforço, assuntos que lhe interessam sem necessariamente ter ajuda de um tutor. O autodidata trabalha com uma certa independência em seu meio de adquirir conhecimento e sente prazer, na sua curiosidade, descobrir o complexo das coisas. Logicamente, não me cabe alegar que o trabalho dos profissionais formados se dão por substituídos ou que, atualmente, se mostram irrelevantes. Contudo, a curiosidade pelo interesse que certas pessoas possuem por coisas que avistam, explicita o marco inicial de muitos não mais se satisfazerem com o pouco que lhe dão, mas lançaram-se no mar das infinitas questões.

Jean Jacques Rousseau foi um dos mais considerados pensadores europeus no século XVIII, filósofo iluminista e com importantes trabalhos, não teve uma educação regular, senão por certos períodos e não frequentou nenhuma universidade. Era um autodidata. Ainda na casa paterna leu muito; lia para seu pai enquanto este trabalhava em casa nos misteres de relojoeiros, os livros deixados por sua mãe e pelo pastor, seu avô materno. Juntamente a estas leituras, Rousseau acrescentará muitas outras, especialmente livros de história.

Também, podemos citar o polêmico filósofo brasileiro Olavo de Carvalho que mesmo não frequentando uma universidade de filosofia escreveu  obras de alto grau de relevância como “O imbecil Coletivo” e “Jardim das Aflições”.

O que quero detalhar é que, embora muitos não se dão conta do que acontece ao seu redor, outros por sua curiosidade e vencendo etapas consideradas impossíveis conseguem dar mais um passo para a humanidade. De forma pessoal, sempre me perguntei e questiono aos meus conhecidos o motivo pelo qual não avançamos ainda mais nas questões filosóficas e físicas de nosso mundo. Por qual motivo continuamos só a estudar o passado e não querer complementar ainda mais? Por qual motivo não exploramos ainda mais assuntos que nos dão? Existe uma frase curiosa que diz: “A mãe da invenção é a necessidade”, porém, e quando esta invenção for colocada em prática e esta necessidade estiver saciável, iremos ficar estagnados ainda mais como já estamos?

É errôneo dizer que somente gênios merecem seu lugar no mundo, ou que somente eles são capazes de contribuir para a sociedade. Em outro ponto, não subestime sua própria inteligência toda vez que, diante de ti, outra pessoa carregando seus altos diplomas congratular-se na esfera social e até particular com o nosso eu.

Ser um autodidata requer avaliação de si próprio, requer ambição em não nos contentar com o que recebemos, exige perseverança com altas taxas de esforço e compromisso. Ser realista consigo mesmo e crítico com o mundo que lhe rodeia, faz parte desta construção de característica em ajudar desde o seu vizinho com seu saber até a humanidade inteira por suas teorias criadas, novos cálculos feitos na física, descobrimento de novos remédios para a medicina, o zelar de toda uma comunidade por aprimoramento de seu talento.

A partir de hoje, transforme-se em um autodidata naquilo que você gosta e quer. Jamais despreze o valor real de seus professores e tutores, mas alie isto ao seu compromisso e força de vontade que pratica nos seus estudos, nos seus campos de investigação, para como aluno ser um ótimo profissional, e como um profissional ser imortal naquilo que faz de melhor. Queiramos ser, e portanto já somos, simplesmente… Autodidatas.

Até mais!

 

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