O filme da heroína feminina é dirigido por uma mulher e promete ser um dos campeões de bilheteria. Alguns críticos creem num excesso de luta feminista ,tão em alta nos últimos tempos, com o empoderamento das mulheres.

A verdade é que o filme prende sua atenção e vale a pena conferir na telona, além de ser uma grande interpretação da atriz israelense, Gal Gadot. Sendo o quarto filme do Universo Cinematográfico da DC e o último a ser lançado antes de “Liga da Justiça”,”Mulher Maravilha” acompanha a história de Diana,que habita a ilha de Temyscira e após descobrir que o mundo dos homens se encontra em guerra,parte em uma jornada de auto descobrimento.

Contando com excelentes atuações,o roteiro  trabalha de forma fenomenal a relação entre os personagens, através dos diálogos sensacionais, que levam o espectador a refletir sobre temas como a guerra e a violência. Tudo apresentado através dos olhos da protagonista,que conta com a incrível atuação de Gal Gadot,em uma construção de uma personagem forte e independente,que mesmo com uma visão inocente do mundo,desenvolve um amadurecimento muito grande ao longo da trama.

A trilha sonora é empolgante e acompanha o tom frenético do filme,contando também com a maravilhosa faixa “Is She With You?”,tema da personagem apresentado em “Batman V Superman”,que juntamente com os cenários maravilhosos e belas cenas de ação,permite ao espectador se deliciar com uma ótima experiência cinematográfica,muito por causa do cuidado técnico aqui presente,onde até mesmo nas paletas de cores consegue criar uma ambientação viva e colorida para a ilha de Temyscira,em contraste com um clima sombrio e frio da cidade de Londres.

Assim sendo,o filme agrada também aos fãs e leitores de quadrinhos,sendo recheado de referências e easter eggs,possuindo inspiração na fase de George Pérez pela revista da personagem e mostrando aqui uma grande capacidade da diretora Patty Jenkins em trabalhar com filmes de grande orçamento,nos entregando cenas de ação charmosas,acompanhadas de um belo posicionamento de câmeras,utilizando-se também de cenas em câmera lenta muito bem utilizadas,que se mostram um atrativo a mais para a obra.

Por Patricia Cassemiro

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